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And in this crazy life, and through these crazy times
It's you, it's you, you make me sing
You're every line, you're every word, you're everything

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E nessa vida louca, e por esses tempos malucos
É você, É você, Você me faz cantar
Você é cada frase, Você é cada palavra, Você é tudo

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Maria Bethania


Maria Bethania é uma grande interprete da música brasileira, ela é minha cantora favorita e costuma citar em suas apresentações versos de Fernando Pessoa, como nessa música "mensagem".

Mensagem
Maria Bethânia


Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou

Com uma carta na mão

Ah! De surpresa, tão rude,

Nem sei como pude chegar ao portão

Lendo o envelope bonito,

O seu sobrescrito eu reconheci

A mesma caligrafia que me disse um dia

"Estou farto de ti"

Porém não tive coragem de abrir a mensagem

Porque, na incerteza, eu meditava

Dizia: "será de alegria, será de tristeza?"

Quanta verdade tristonha

Ou mentira risonha uma carta nos traz

E assim pensando, rasguei sua carta e queimei

Para não sofrer mais
Todas as cartas de amor são ridículas,

Não seriam cartas de amor, se não fossem ridículas

Também escrevi, no meu tempo,

cartas de amor como as outras, ridículas

As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas

Quem me dera o tempo em que eu escrevia,

sem dar por isso, cartas de amor ridículas

Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor

é que são ridículas
Porém não tive coragem de abrir a mensagem

Porque, na incerteza, eu meditava

Dizia: "será de alegria, será de tristeza?"

Quanta verdade tristonha

Ou mentira risonha uma carta nos traz

E assim pensando, rasguei sua carta e queimei

Para não sofrer mais

.......
Quanto a mim o amor passou

Eu só lhe peço que não faça como gente vulgar

E não me volte a cara quando passa por si

Nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor

Fiquemos um perante o outro

Como dois conhecidos desde a infância

Que se amaram um pouco quando meninos

Embora na vida adulta sigam outras afeições

Conserva-nos, escaninho da alma,

a memória de seu amor antigo e inútil


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Chão de Estrelas



Minha vida era um palco iluminado

E eu vivia vestido de dourado

Palhaço das perdidas ilusões

Cheio dos guisos falsos da alegria

Andei cantando a minha fantasia

Entre as palmas febris dos corações
Meu barracão lá no morro do salgueiro

Tinha um cantar alegre de um viveiro

Foste a sonoridade que acabou

E hoje quando do sol a claridade

Cobre meu barracão sinto saudade

da mulher pomba-rola que voou

Nossas roupas comuns dependuradas

nas cordas qual bandeiras agitadas

pareciam um estranho festival

festa dos nossos trapos coloridos

a mostrar que nos morros mal vestidos

é sempre feriado nacional
A porta do barraco era sem trinco

E a lua furando nosso zinco

salpicava de estrelas nosso chão

E tu, tu pisavas nos astros distraída

Sem saber que a ventura dessa vida

É a cabrocha, o luar e o violão

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Um Jeito Estúpido De Te Amar
Maria Bethânia

Composição: Isolda e Milton Carlos
Eu sei que eu tenho um jeito

Meio estúpido de ser

E de dizer coisas que podem magoar e te ofender

Mas cada um tem o seu jeito

Todo próprio de amar e de se defender

Você me acusa e só me preocupa

Agrava mais e mais a minha culpa

Eu faço, e desfaço, contrafeito

O meu defeito é te amar demais

Palavras são palavras

E a gente nem percebe o que disse sem querer

E o que deixou pra depois

Mais o importante é perceber

Que a nossa vida em comum

Depende só e unicamente de nós dois

Eu tento achar um jeito de explicar

Você bem que podia me aceitar

Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser

Mas é assim que eu sei te amar



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