Educadoras, médicas, jornalistas, juristas, empresárias, personalidades públicas. Foi com uma eclética seleção de 53 mulheres de Sergipe, que o deputado estadual Armando Batalha (PSB) realizou no final da tarde de quinta-feira, 11, na Assembleia Legislativa, uma homenagem ao centenário do Dia Internacional da Mulher, que contou com a presença do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB). A deputada estadual Celinha Franco (DEM) foi uma das homenageadas, ao lado de Maria das Graças de Andrade, a primeira mulher a tirar carteira de habilitação classe "D" no Estado.
"A mulher consegue, não sei como, unir a determinação com a sensibilidade, a força com a beleza, a serenidade com a competência. Estes são alguns dos ingredientes de uma grande fórmula que Deus nos presenteou. Temos grandes exemplos bíblicos para admirarmos, como Maria, mãe de Jesus", declarou Armando Batalha, que entregou pessoalmente os certificados e flores às homenageadas, que em cima dos saltos altos mostraram a feminilidade aliada ao sucesso profissional.
O evento foi uma iniciativa do deputado estadual Armando Batalha, através de um requerimento atendido pela Casa Legislativa, justificado como uma demonstração de reconhecimento da importância da mulher na sociedade sergipana e à tripla jornada de trabalho do dia-a-dia, rotina de várias mulheres, que conciliam as atividades domésticas com a responsabilidade financeira de suas casas.
Como mulher combina com poesia e determinação, a cerimônia foi aberta com a leitura de crônica que enfatizava os vários adjetivos femininos e a luta pela igualdade de direitos ao longo dos 100 anos de reivindicações e conquistas. "Foram suas lutas que fizeram o mundo reconhecer as capacidades das mulheres. Tenham certeza que nós, homens, somos eternamente gratos a vocês por tudo que contribuem conosco. Sem vocês seria impossível conhecer o brilho de um olhar, o amor de uma mãe, a admiração de uma mulher, a luta de uma companheira e o carinho de um afago", acredita Batalha, que quebrou o protocolo do evento ao fazer uma homenagem à sua mãe, à sua esposa e à sua irmã, que ele citou como fontes de luz na vida pessoal e política.
Voz feminina
Um dos momentos de maior emoção foi o discurso da pastora da Igreja Presbiteriana Renovada, Cláudia Andrade, que subiu à tribuna para falar em nome de todas as homenageadas. Para ela, o momento é ideal para que a mulher olhe para o céu e agradeça pelo tempo bom em que vivem. Mas, é hora também de olhar o passado não apenas em anos, em décadas, e sim em milênio, períodos de grandes mudanças do mundo. Cláudia ressaltou que as mulheres pagam um preço pelas mutações da sociedade moderna e uma delas é a cobrança e sensação de que poderia ser sempre melhor.
"Será que nosso papel de mulher realmente está sendo exercido em sua totalidade? Um século se passou e o dia 8 de março continua sendo uma data de afirmação de luta das mulheres. Mas, mesmo pensando neste grito de liberdade, que foi dado há 100 anos, que gostaria de fazermos a medição.
Será que as mulheres estão conseguindo levar este peso de serem ótimas e brilhantes em todas as áreas? Qual o preço que pagamos por este grande avanço? Tenho percebido que em alguns momentos faz-se necessário pararmos um pouco. Somos feitas da mesma matéria dos nossos sonhos. Nesta semana, em que o mundo para homenagear a mulher, o que percebo é a feminilidade, que muitas vezes é misturada com certa fraqueza. Mesmo demonstrando fragilidade, somos fortes e decididas. A mulher é resistente, porque ela é vida, tem vida e gera vida", emocionou-se Cláudia Andrade, que foi aplaudida pelas pessoas que lotaram as galerias da Casa.

Em seu discurso, a pastora citou o caso de uma mulher que, ao questionada sobre sua profissão, respondeu que era mãe, e teve o formulário preenchido como dona-de-casa. Chateada, ela foi para casa. Ao ser mais uma vez indagada sobre profissão, ela decidiu responder que era doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas. A família era sua equipe, sua jornada de trabalho tinha horas incertas. Quando ela voltou para casa, viu seus projetos em casa em cada um dos rostos de seus filhos e na maternidade.
"Todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras são doutoras na arte de fazer a vida melhor. No mundo em que damos importância aos títulos, não podemos esquecer o papel principal: ser mulher. Viva a mulher, não somente em 8 de março, mas todos os dias, horas, minutos e segundos, porque a mulher é mulher o tempo todo e em todo o tempo. A mulher é um projeto perfeito da criação de Deus", finalizou a pastora Cláudia Andrade, uma das homenageadas pelo deputado Armando Batalha.
Homenageadas
Acácia Trindade
Aíran Quérzia Soares Ribeiro
Armandina Déda
Ana Christina Souza Brandi
Célia Franco da Costa Prado
Cláudia Helena Josepetti Andrade
Clemilda Ferreira da Silva
Clara Leite Resende
Danuza Silva Menezes
Euza Maria Gentil Missano Costa
Etanir Souza Fontes
Emralva da Cruz Souza
Eliana Costa da Silva
Evanina Botto de Barros Nascimento
Emília Correa Costa
Eloísa Galdino
Georlize Oliveira Costa Teles
Hortência Maria Pereira de Araújo
Ilda Mello Pimentel
Isabel Ferreira
Ivana Feliz Augusto
Josefa Natércia Teles dos Santos Paixão
Kelly Christine Satler Lima Silva
Lucivânia Salles
Maria José de Souza e Sousa
Maria das Graças de Andrade
Marilene Oliveira Nascimento
Maria de Lourdes Antunes
Maria Creuza Brito de Figueiredo
Mônica Sampaio de Carvalho
Miracilda Carvalho Costa
Maria Madalena Carvalho de Góes
Míriam Ribeiro
Mônica Rogéria Gomes Barroso Andrade
Maria Franco
Maria Celi Barreto
Maria Izabel Carvalho Nabuco D Ávila
Neuza Maria Dias Mota Pinto
Norma Rosane Mangueira Cabral
Patricia Maria Batalha de Góis Augustinho
Patrícia de Aguiar Fernandes Costa
Raimunda Farias de Oliveira
Rivanda Farias de Oliveira
Rita Oliveira
Susana Barroso Guimarães
Simone Alessandra Moraes Moura
Selma Maria Amorim Mota Santos
Sandra Regina Soares dos Santos
Silvana Miranda Prado
Tâmara Carla Oliveira Santos
Tereza Neuma Schneider
Tereza Cristina Cerqueira da Graça
Autor: Mônica Azevedo, da Agência Alese